

{"id":111,"date":"2015-06-07T16:54:22","date_gmt":"2015-06-07T19:54:22","guid":{"rendered":"http:\/\/taigafilmes.com\/wp\/?page_id=111"},"modified":"2017-11-08T14:15:16","modified_gmt":"2017-11-08T16:15:16","slug":"dia-dos-pais","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/filmes-realizados\/dia-dos-pais\/","title":{"rendered":"Dia dos pais"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-111\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-111-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-111-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-111-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_black-studio-tinymce widget_black_studio_tinymce panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div class=\"textwidget\"><p><img class=\"alignnone size-full wp-image-401\" src=\"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/DiadosPais_g1.jpg\" alt=\"Dia dos Pais, um filme de Lucia Murat\" width=\"1500\" height=\"942\" \/><\/p>\n<p>O document\u00e1rio \u201cDia dos Pais\u201d \u00e9 um road-movie. Uma viagem por quatro pequenas cidades da antiga e rica regi\u00e3o do caf\u00e9, hoje abandonada. A import\u00e2ncia hist\u00f3rica e econ\u00f4mica do passado transparece indiretamente pela mem\u00f3ria da linha do trem e de suas antigas fazendas em contraste com o presente e o cotidiano pobre enfocados no filme. Em um estilo de cinema direto acompanha-se o dia-a-dia dos personagens e das cidades que comp\u00f5em o document\u00e1rio.<\/p>\n<p>Seguindo viagem chega-se a Bananal, cidade de origem da fam\u00edlia da diretora Julia Murat. Nesse momento Julia se torna personagem e vai contar a hist\u00f3ria de seu av\u00f4 falido ap\u00f3s uma trapa\u00e7a de um amigo contador. A busca por conhecer as cidades do Vale do Para\u00edba passa a se misturar com uma busca pela identidade de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Este filme \u00e9 a estreia de Julia Murat e Leonardo Bittencourt. Julia dirigiu \u201cA velha, o canto, as fotos\u201d, 2001 e \u201cAus\u00eancia\u201d, 2003, al\u00e9m de v\u00eddeos experimentais, institucionais e a v\u00eddeo-instala\u00e7\u00e3o \u201cDesvelar\u201d. Ela possui uma experi\u00eancia diversificada como assistente de dire\u00e7\u00e3o, assistente de c\u00e2mera e montadora em 8 longa-metragens, publicidades, documentais e curtas. Leonardo Bittencourt \u00e9 artista pl\u00e1stico e fot\u00f3grafo. H\u00e1 seis anos trabalha profissionalmente como c\u00e2mara. Realizou as exposi\u00e7\u00f5es \u201cRetrato falado\u201d e \u201cHorizonte\u201d, al\u00e9m de dirigir e fotografar o curta \u201c\u2026\u201d, que obteve men\u00e7\u00e3o honrosa na Mostra do Filme Livre 2007.<\/p>\n<h4>As cidades<\/h4>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o de Lacerda<\/strong> foi um importante entreposto comercial na \u00e9poca do caf\u00e9. A \u00fanica cidade no Estado do Rio a possuir duas esta\u00e7\u00f5es de trem \u2013 uma para a linha estreita e a outra para a bitola larga - hoje n\u00e3o passa de uma rua. N\u00e3o \u00e9 nem mais considerada pela Light, companhia de luz do estado, uma cidade; apenas a \u201cestrada de Alian\u00e7a, uma estrada onde s\u00f3 passa boi\u201d, como nos informa uma das personagens do document\u00e1rio. Lacerda, hoje, \u00e9 completamente dependente do com\u00e9rcio e dos meios de transporte de Com\u00e9rcio, cidade vizinha unida a ela por uma estreita ponte que divide o Munic\u00edpio de Vassouras do pequeno e pr\u00f3spero Munic\u00edpio de Rio das Flores.<\/p>\n<p><strong>Palmeiras da Serra<\/strong> \u00e9 na realidade uma pequena vila perto de Engenheiro Paulo de Frontin. Um local que j\u00e1 teve hotel, grandes fazendas, igrejas e que hoje, ap\u00f3s um descarrilamento do trem e a conseq\u00fcente destrui\u00e7\u00e3o de diversas casas, \u00e9 apenas um conjunto de casas de um \u00fanico lado do trilho do trem. A antiga esta\u00e7\u00e3o uma casa habitada por um invasor, como os antigos moradores chamam os rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7a<\/strong> \u00e9 hoje quase inativa. Somente um \u00fanico bar alimenta a cidade. Nenhuma cidade pr\u00f3xima. Todas as terras, antigas fazendas, hoje s\u00e3o de uma mesma fam\u00edlia. Seus poucos habitantes trabalham fora da cidade. As crian\u00e7as estudam em Vassouras. O \u00f4nibus escolar, \u00fanico transporte p\u00fablico da cidade, s\u00f3 funciona em dia de semana. Nos fins de semana e feriados \u00e9 preciso caminhar uma hora e meia de estrada de terra para a rodovia mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><strong>Bar\u00e3o de Juparan\u00e3<\/strong> conhecida por ter sido a cidade onde morreu Duque de Caxias, abrigou a fazenda Santa M\u00f4nica, respons\u00e1vel pelo desvio da linha do trem que foi transferida para a outra margem do Rio Para\u00edba do Sul s\u00f3 para que o trilho pudesse chegar na fazenda. Juparan\u00e3, como \u00e9 conhecida, uma cidade de pequeno porte com um com\u00e9rcio incipiente, \u00e9 a maior cidade retratada no filme. O \u201cmaior\u201d desenvolvimento econ\u00f4mico traz como conseq\u00fc\u00eancia mais op\u00e7\u00f5es de emprego e de lazer. A cidade tem crescido, abrigando na ultima d\u00e9cada antigos moradores da periferia carioca. O relativo crescimento trouxe consigo um estilo de vida mais individualizado. As pessoas ainda se conhecem, mas espa\u00e7os p\u00fablicos, como pra\u00e7as, bancos, s\u00e3o menos utilizados se compararmos com as outras cidades enfocadas no filme.<\/p>\n<p><strong>Bananal<\/strong>, a quinta cidade do document\u00e1rio, tem uma hist\u00f3ria e uma localiza\u00e7\u00e3o um pouco diferente das demais. Pertencente \u00e0 parte paulista do Vale do Para\u00edba, Bananal \u00e9 uma cidade de porte m\u00e9dio, que tamb\u00e9m tivera um apogeu econ\u00f4mico e hoje vive em certa estagna\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rias parecidas, raz\u00f5es um pouco diferentes. Se nas tr\u00eas cidades anteriores o empobrecimento se deu primeiro pela decad\u00eancia do caf\u00e9 e depois pelo fim dos trens de passageiros, em Bananal a derrocada esteve ligada diretamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da rodovia Via Dutra, que liga Rio e S\u00e3o Paulo. Antigamente Bananal era passagem obrigat\u00f3ria na antiga estrada de terra que ligava as duas capitais.<br \/> O salto at\u00e9 Bananal \u00e9 justificado pelo la\u00e7o afetivo da diretora. Portanto, esta cidade n\u00e3o \u00e9 enfocada como as outras, n\u00e3o h\u00e1 a tentativa de construir e observar o seu cotidiano. As suas ruas, habitantes e objetos constituem o pano de fundo onde as lembran\u00e7as de Julia passeiam e procuram o seu lugar. A cidade \u00e9 retratada em fun\u00e7\u00e3o de tais mem\u00f3rias, se contrapondo, conferindo novos significados, produzindo lacunas. Bananal aparece a partir da tentativa de Julia reencontrar o seu lugar na fam\u00edlia Ad\u00e1rio, de ligar o seu presente \u00e0 hist\u00f3ria familiar distante.<\/p>\n<p>Apesar de passar por cinco cidades bem distintas, a viagem, o mote central do document\u00e1rio, trata de um mesmo assunto: a busca por identidade. Palmeiras da Serra, Juparan\u00e3, Lacerda e Alian\u00e7a somam-se a introspec\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica de Bananal por que elas dialogam na tentativa de tra\u00e7ar esse n\u00e3o pertencimento, esse ambiente nebuloso comum tanto ao presente do Vale do Para\u00edba quanto ao de Julia, com rela\u00e7\u00e3o a um passado hist\u00f3rico que parece estranho \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vivida pelo Vale hoje.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><div id=\"pgc-111-0-1\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-111-0-1-0\" class=\"so-panel widget widget_black-studio-tinymce widget_black_studio_tinymce panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div class=\"textwidget\"><p><img class=\"alignnone size-full wp-image-293\" src=\"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/cartaz_diadospais.jpg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"352\" \/><\/p>\n<h4>Cr\u00e9ditos<\/h4>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Julia Murat e Leo Bittencourt<br \/> Roteiro: Julia Murat e Leonardo Bittencourt<br \/> Produ\u00e7\u00e3o: Taiga Filmes<br \/> Produ\u00e7\u00e3o-executiva: Marilia Nogueira<br \/> Co-produ\u00e7\u00e3o: Bernardo Varela e Meios e M\u00eddia<br \/> Fotografia: Leo Bittencourt<br \/> Edi\u00e7\u00e3o: Julia Murat<br \/> Edi\u00e7\u00e3o de som: Maria Muricy<br \/> Mixagem: Claudio Valdetaro<br \/> Tratamento de imagem e finaliza\u00e7\u00e3o: Daniel Canela<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O document\u00e1rio \u201cDia dos Pais\u201d \u00e9 um road-movie. 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