

{"id":1790,"date":"2019-06-27T10:33:31","date_gmt":"2019-06-27T13:33:31","guid":{"rendered":"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/?page_id=1790"},"modified":"2019-08-29T09:13:19","modified_gmt":"2019-08-29T12:13:19","slug":"1790-2","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/1790-2\/","title":{"rendered":"Vestigios do Brasil \u2013 uma s\u00e9rie documental em 12 epis\u00f3dios"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-1790\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-1790-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-1790-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1790-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_black-studio-tinymce widget_black_studio_tinymce panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div class=\"textwidget\"><p><img class=\"alignnone size-full wp-image-1792\" src=\"http:\/\/taigafilmes.com\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/vestigios_imagemg_jun19.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"829\" \/><\/p>\n<p>Um documento de sete mil p\u00e1ginas revela a hist\u00f3ria da expans\u00e3o territorial brasileira do s\u00e9culo XX atrav\u00e9s da tomada dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas. A redescoberta do at\u00e9 ent\u00e3o desaparecido Relat\u00f3rio Figueiredo em 2012 reacende essa mem\u00f3ria. As espantosas den\u00fancias citadas no processo e que na \u00e9poca foram veiculadas na imprensa nacional e internacional aparentemente ca\u00edram no esquecimento. O que aconteceu com esses personagens? Quem sobreviveu? Qual a situa\u00e7\u00e3o da etnia hoje? Que problemas enfrentam?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.taigafilmes.com\/vestigios\/\">Visite o site da s\u00e9rie &gt;&gt;<\/a><\/p>\n<h4>Sinopses dos epis\u00f3dios<\/h4>\n<p><strong>Primeiro epis\u00f3dio \u2013 Os Cinta Larga<\/strong> \u2013 Em 1963 o Brasil foi, pela primeira vez, denunciado internacionalmente por genoc\u00eddio. Tratava-se do que ficou conhecido como o Massacre do Paralelo Onze, no Mato Grosso, onde 3.500 \u00edndios da etnia Cinta Larga foram mortos. Por ordem dos seringueiros, aldeias inteiras foram metralhadas e bombas e dinamites atiradas de avi\u00f5es. Os depoimentos e den\u00fancias do caso ser\u00e3o utilizados para remontar a hist\u00f3ria da etnia at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>Segundo epis\u00f3dio \u2013 Os Bororo<\/strong> \u2013 A partir do caso da \u00edndia Rosa Bororo, no Mato Grosso, dada como pagamento por um funcion\u00e1rio do SPI em troca de um fog\u00e3o, este epis\u00f3dio ir\u00e1 tratar da explora\u00e7\u00e3o das meninas e mulheres \u00edndias por fazendeiros e funcion\u00e1rios do SPI. Mulheres obrigadas a trabalhar no dia seguinte ap\u00f3s o parto, crian\u00e7as afastadas de suas m\u00e3es e sequestradas das escolas para serem entregues a fazendeiros em regime de trabalho escravo.\u2002 Os depoimentos e den\u00fancias do caso ser\u00e3o utilizados para remontar a hist\u00f3ria da etnia at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>Terceiro epis\u00f3dio \u2013 Os Umutina<\/strong> \u2013 O caso do menino Lalico, que por vender 5kg de poia-ipecacunha por conta pr\u00f3pria para ajudar a m\u00e3e, foi retirado de casa, espancado e torturado por um funcion\u00e1rio do SPI, ser\u00e1 o fio condutor para contar a hist\u00f3ria dos Umutina, no Mato Grosso. A quase extermina\u00e7\u00e3o desse povo, atrav\u00e9s da explora\u00e7\u00e3o de suas terras, do trabalho escravo e dos abusos de seus recursos naturais por parte do SPI ser\u00e3o retratados neste epis\u00f3dio, que ir\u00e1 buscar junto ao seus descendentes as consequ\u00eancias desse processo para a etnia.<\/p>\n<p><strong>Quarto epis\u00f3dio - Os Munduruku<\/strong> \u2013 Uma das etnias mais numerosas do Brasil, os Munduruku, residentes \u00e0s margens do Rio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, viveram os diferentes ciclos de explora\u00e7\u00e3o da floresta e do rio pelo homem branco. Este epis\u00f3dio ter\u00e1 como fio condutor a a\u00e7\u00e3o de uma seringueira enquanto agente civilizadora do povo Munduruku em busca de transforma-los em oper\u00e1rios da borracha. As entrevistas realizadas com os descendentes ir\u00e3o remontar os diferentes ciclos industriais em que este povo resistiu at\u00e9 os dias de hoje em que enfrentam a constru\u00e7\u00e3o de uma hidroel\u00e9trica em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Quinto epis\u00f3dio \u2013 Os Canela<\/strong> \u2013 Ap\u00f3s mais de 150 anos de conviv\u00eancia pac\u00edfica com o restante da popula\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o, os Canela foram liquidados e suas terras tomadas no final da d\u00e9cada de 20 por fazendeiros locais. O massacre foi amplamente divulgado aos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis e na m\u00eddia local. Os 400 sobreviventes Canela encaminhados para um posto ind\u00edgena vizinho, sem suas terras. Cinquenta anos depois a luta pela e permanece, assim como a crueldade contra o povo ind\u00edgena. Este epis\u00f3dio vai revisitar a hist\u00f3ria dos Canela para compreender o conflito e as mortes cru\u00e9is dos ind\u00edgenas nessas terras durante os \u00faltimos anos.<\/p>\n<p><strong>Sexto epis\u00f3dio \u2013 Os Pacaas Novos<\/strong> \u2013 O contato do Pacaas Novos com o homem branco no s\u00e9culo XX, em Roraima, resultou na morte em massa deste povo por epidemias e doen\u00e7as. Este epis\u00f3dio ir\u00e1 refletir sobre a falta de assist\u00eancia no processo de aproxima\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas. Al\u00e9m de entrarem em contato com doen\u00e7as infectocontagiosas das quais seus corpos n\u00e3o tinham defesa de combater, a falta de assist\u00eancia do SPI e os maus tratos, como fome provocada pela explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais de suas terras, quase exterminaram os Pacaas Novos. Eles aguardam hoje a demarca\u00e7\u00e3o de suas terras.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9timo epis\u00f3dio \u2013 Os Kadiw\u00e9u<\/strong> \u2013 Presenteados pelo Imperador D. Pedro II com 1 milh\u00e3o de hectares de terras ap\u00f3s a Guerra do Paraguai, os Kadiw\u00e9u se tornaram os donos de uma das maiores reservas ind\u00edgenas brasileiras. No entanto, vivem em uma pequena aldeia e lutam para reconquistar suas pr\u00f3prias terras, em esbulho h\u00e1 30 anos, ocupadas ilegalmente por pecuaristas. O preconceito, o abuso de poder, as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas ali e vis\u00edveis nos depoimentos e den\u00fancias do caso ser\u00e3o utilizados para remontar a hist\u00f3ria da etnia at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>Oitavo epis\u00f3dio \u2013 Os Guarani-Kaiow\u00e1<\/strong> \u2013 O esbulho das terras dos Guarani-Kaiow\u00e1, no Mato Grosso do Sul, \u00e9 um retrato da quest\u00e3o ind\u00edgena do estado. Entre arrendamentos ilegais, venda ileg\u00edtima de terras demarcadas na d\u00e9cada de 60 e assassinatos de lideran\u00e7as ind\u00edgenas, essa etnia representa a batalha ind\u00edgena contra o poder agropecu\u00e1rio. Um caso recente de massacre em terra ind\u00edgena Guarani-Kaiow\u00e1 ser\u00e1 apresentado paralelamente \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de esbulho levantadas por J\u00e1der Figueiredo. Os depoimentos e den\u00fancias do caso ser\u00e3o utilizados para remontar a hist\u00f3ria da etnia at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>Nono epis\u00f3dio \u2013 Os Patax\u00f3<\/strong> \u2013 A contamina\u00e7\u00e3o criminosa dos \u00edndios Patax\u00f3, na Bahia, por meio do v\u00edrus da var\u00edola \u00e9 uma das den\u00fancias mais s\u00e9rias dos processos investigados pelo Relat\u00f3rio contra a etnia. A reintegra\u00e7\u00e3o das terras em esbulho, ocupadas por pecuaristas e descendentes de pol\u00edticos desde a d\u00e9cada de 30, j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 mais de 30 anos na Justi\u00e7a. A busca pelos antigos, neste epis\u00f3dio, na pequena reserva localizada no sul da Bahia pretende trabalhar com essa mem\u00f3ria e desvendar o processo de extin\u00e7\u00e3o da etnia.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cimo epis\u00f3dio \u2013 Os Guarani<\/strong> - O povo Guarani \u00e9 o conhecido como o Grande Povo, composto por diferentes povos n\u00f4mades. Este epis\u00f3dio vai mostrar o fluxo de migra\u00e7\u00e3o da etnia e tamb\u00e9m a destrui\u00e7\u00e3o de sua identidade ao longo dos anos atrav\u00e9s de algumas hist\u00f3rias como a do \u00edndio Manuelzinho, enviado para diferentes postos ind\u00edgenas pelo pa\u00eds. Os depoimentos e den\u00fancias do caso ser\u00e3o utilizados para remontar a hist\u00f3ria da etnia at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cimo primeiro epis\u00f3dio \u2013 Os Kaingang<\/strong> - A divis\u00e3o \u2013 A rivalidade e a hierarquia dos povos Kaingang, localizados no Rio Grande do Sul, foi explorada durante o s\u00e9culo XX por funcion\u00e1rios do SPI e fazendeiros para viabilizarem a expans\u00e3o territorial no interior do pa\u00eds e explorar as terras ind\u00edgenas. O processo relata os abusos e a falta de assist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndios, al\u00e9m de apresentar os m\u00e9todos de tortura e guerra da etnia, que depois foram usados contra eles. Lideran\u00e7as ind\u00edgenas atuais, entrevistadas para o document\u00e1rio, defendem publicamente novas estrat\u00e9gias de luta e questionam as hist\u00f3ricas cis\u00f5es internas.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cimo segundo epis\u00f3dio \u2013 Pris\u00f5es e migra\u00e7\u00f5es: a perda de identidade<\/strong> - O mapa dos postos ind\u00edgenas no territ\u00f3rio Kaingang mostra o processo de genoc\u00eddio em prol do \u201cprogresso nacional\u201d. Neste epis\u00f3dio, tal processo \u201ccivilizat\u00f3rio\u201d ser\u00e1 abordado atrav\u00e9s dos dados trazidos pelo relat\u00f3rio sobre o sistema carcer\u00e1rio ind\u00edgena na pol\u00edtica conduzida pelo SPI. Nesse epis\u00f3dio vamos abordar as migra\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das pris\u00f5es criadas pelo SPI.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><div id=\"pgc-1790-0-1\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-1790-0-1-0\" class=\"so-panel widget widget_black-studio-tinymce widget_black_studio_tinymce panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div class=\"textwidget\"><p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ILXwno8JUwM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>A partir do Relat\u00f3rio Figueiredo e dos fatos narrados nesse documento que foi feito em 1967\/68, essa s\u00e9rie quer trabalhar com a mem\u00f3ria. No decorrer do trabalho de desenvolvimento do roteiro, descobrimos tamb\u00e9m os impactantes depoimentos de ind\u00edgenas, funcion\u00e1rios do SPI (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o aos \u00cdndios) e mesmo de participantes da viol\u00eancia descritas nos autos de processo expostos. Nesses depoimentos, pode-se perceber a banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, os preconceitos com os ind\u00edgenas, a vis\u00e3o que a terra ind\u00edgena deve ser explorada nos moldes da sociedade branca, e com uma for\u00e7a muito grande. Como a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fazer um trabalho sociol\u00f3gico, e consideramos que hoje a fronteira entre document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez menos n\u00edtida, definimos que atores podem  \u201crepresentar\u201d esses depoimentos, como realizamos no v\u00eddeo-demo em anexo. Al\u00e9m dos depoimentos recolhidos, vamos trabalhar com toda a pesquisa realizada, que aliada ao largo material de arquivo encontrado servir\u00e1 como base te\u00f3rica e narrativa de cada epis\u00f3dio.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um documento de sete mil p\u00e1ginas revela a hist\u00f3ria da expans\u00e3o territorial brasileira do s\u00e9culo XX atrav\u00e9s da tomada dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas. A redescoberta do at\u00e9 ent\u00e3o desaparecido Relat\u00f3rio Figueiredo em 2012 reacende essa mem\u00f3ria. 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