Em produção


Vestígios do Brasil – uma série documental em 12 episódios
Em pré-produção

Um documento de sete mil páginas revela a história da expansão territorial brasileira do século XX através da tomada dos territórios indígenas. A redescoberta do até então desaparecido Relatório Figueiredo em 2012 reacende essa memória. As espantosas denúncias citadas no processo e que na época foram veiculadas na imprensa nacional e internacional aparentemente caíram no esquecimento. O que aconteceu com esses personagens? Quem sobreviveu? Qual a situação da etnia hoje? Que problemas enfrentam?

Apresentação:

A partir do Relatório Figueiredo e dos fatos narrados nesse documento que foi feito em 1967/68, essa série quer trabalhar com a memória. No decorrer do trabalho de desenvolvimento do roteiro, descobrimos também os impactantes depoimentos de indígenas, funcionários do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) e mesmo de participantes da violência descritas nos autos de processo expostos. Nesses depoimentos, pode-se perceber a banalização da violência, os preconceitos com os indígenas, a visão que a terra indígena deve ser explorada nos moldes da sociedade branca, e com uma força muito grande. Como a intenção não é fazer um trabalho sociológico, e consideramos que hoje a fronteira entre documentário e ficção está cada vez menos nítida, definimos que atores podem  “representar” esses depoimentos, como realizamos no vídeo-demo em anexo. Além dos depoimentos recolhidos, vamos trabalhar com toda a pesquisa realizada, que aliada ao largo material de arquivo encontrado servirá como base teórica e narrativa de cada episódio.

Sinopses de cada episódio >>

 


Vídeo demo Vestígios do Brasil (8'22'')


Praça Paris
Em pós-produção
Direção: Lucia Murat
Produção: Taiga Filmes, Fado Filmes e Cepa Producciones.

Sinopse: Gloria é ascensorista na UERJ. Passa os dias presa num elevador, subindo e descendo alunos e professores, levando-os rumo à realidade deles, muito diferente da sua própria vida. Ela foi criada e vive até hoje no Morro da Providência. Filha de um pai abusivo, quando se vê livre dele, passa para as mãos de um irmão, chefe do tráfico, que mesmo preso, ainda se faz presente e exerce enorme influência sobre a vida de Gloria.

Camila é uma jovem psicanalista portuguesa que está no Brasil para estudos de pós-graduação sobre violência na UERJ, onde começa a atender Gloria em seu consultório. Camila é estrangeira e deslocada em meio ao cáos de uma cidade desigual, ruidosa, hostil, em constante transformação, perdida em uma dinâmica que ainda não compreende bem, mas que muito a interessa. Assim como Gloria, Camila também guarda em segredo partes de seu passado que a levaram ao Brasil.

Encerradas em uma sala, Camila e Gloria começam a desenvolver uma relação de proximidade e, mesmo que de forma contida, de afeto. Um vínculo inicialmente improvável se estabelece entre as duas, e num contundente caso de contratransferência entre analista e analisando, esse vínculo extravasa as barreiras do consultório.

Com intensidade, com violência, com a mesma força das britadeiras que quebram as ruas da cidade, reformando-a para os Jogos Olímpicos, martelam a cabeça da analista pensamentos sobre a história da paciente. Esta, por sua vez, já não é a mesma Gloria: agora se espelha e inconscientemente inveja a vida de Camila.

Medo, traumas, ação e obsessão se mesclam em um jogo de prazer e culpa, loucura e sanidade, construção e desconstrução – do Rio de Janeiro urbano, que permeia Camila e Gloria, e, sobretudo, de suas próprias vidas.

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